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Guia completo para entender o novo acordo ortográfico

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Guia completo para entender o novo acordo ortográfico

Por EAD CESMAC em Dec 17, 2020 12:00:00 AM | 10 min de leitura

Você ouve falar sobre novo acordo ortográfico e não sabe por onde começar a aprender?

Pois é, sabemos que entender regras de português e aprender como usá-las pode ser complicado. Mas para te ajudar, criamos um guia completo para você entender o novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa sem segredos.

Então, se você quer aprender a escrever melhor e conquistar todos os seus objetivos, fique com a gente até o final.

Descubra os segredos para tirar nota 1000 no ENEM!

O que é o novo acordo ortográfico?

O novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa é um tratado internacional que busca unificar a ortografia do idioma.

Ele é válido entre os países que compõem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP): Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Chamamos de novo acordo porque lá em 1931 já havia um acordo ortográfico luso-brasileiro, mas acabou não sendo colocado em prática. Foi necessário um longo caminho até que a gente conseguisse que esse novo acordo fosse colocado em prática. Veja a seguir.

História

Depois do acordo que não foi colocado em prática, aconteceu um outro acordo em 1945, com a Convenção Ortográfica Luso-Brasileira, que foi implementada em Portugal, mas não no Brasil.

Anos depois, em 1986, os países do CPLP (com exceção do Timor-Leste que ainda não era independente) consolidaram as Bases Analíticas da Ortografia Simplificada da Língua Portuguesa de 1945. Mas, estas também não foram colocadas em prática.

Já em 1990, os países tentaram unificar a escrita do idioma de acordo com a proposta montada pela Academia de Ciências de Lisboa e pela Academia Brasileira de Letras. Ainda assim, o acordo não vigorou.

Mais 16 anos se passaram até que o acordo fosse cumprido. Em 2006, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde se juntaram ao Brasil para ratificar o novo acordo, mas Portugal seguia relutante.

Só em maio de 2008 que o governo português ratificou o acordo para, enfim, unificar a ortografia entre todos os países de língua portuguesa.

No Brasil, o novo acordo ortográfico é o único formato reconhecido da língua desde janeiro de 2016, embora estivesse em vigor desde meados de 2008.

Desde então, grande parte das pessoas tem dúvidas sobre o assunto.

Para que serve o novo acordo ortográfico?

Antes do acordo, a ortografia da nossa língua era dividida em dois tipos: o português brasileiro e o português de Portugal.

Essa diferença de um mesmo idioma dificultava a publicação de qualquer material escrito em português, já que era necessário criar uma versão para cada variação.

Dessa forma, o novo acordo ortográfico foi criado com o objetivo de unificar e facilitar a escrita da língua portuguesa.

Como entender o novo acordo?

A reforma ortográfica traz mudanças que buscam fazer com o que a escrita do português seja mais parecida entre os países que têm a Língua Portuguesa como idioma oficial.

É importante saber que as mudanças não afetam a forma de falar ou a pronúncia das palavras, pois o novo acordo só serve para a língua escrita.

Para que você possa entender as mudanças que ocorreram na forma escrita, a seguir vamos explicar brevemente alguns conceitos e logo depois vamos falar especificamente das mudanças do novo acordo.

Sílaba tônica

Sílaba tônica é um assunto muito presente em concursos públicos, vestibulares e também no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

Sendo assim, saber identificar as sílabas tônicas das palavras te ajuda a garantir um bom resultado em provas, mas não só isso: também te ajuda a escrever melhor.

A sílaba tônica é, basicamente, a sílaba mais forte de uma palavra. Porém, a acentuação nesse caso não obedece a uma regra: nem sempre a sílaba mais forte terá acento.

Para saber qual a sílaba tônica de uma palavra, existe um macete bem legal: imagine-se gritando a palavra. A sílaba que você demorar mais tempo para falar, é a tônica.

Por exemplo, a palavra “livro”. Se você fosse gritá-la, ficaria algo como: liiiiiiiivro. Logo, o “li” é a sílaba tônica.

Mais um exemplo: ao gritar a palavra faculdade, você provavelmente falaria algo tipo: faculdaaaaade. Então, o “da” é a sílaba tônica.

Proparoxítona, paroxítona e oxítona

Dentro das sílabas tônicas, existem três categorias que classificam as palavras de acordo com a posição da sílaba tônica:

Proparoxítona: uma palavra é proparoxítona quando a antepenúltima sílaba é a tônica.

Nesse caso, todas as palavras que são proparoxítonas têm acento. Todas as palavras com acento gráfico (´ ou ^) o receberão na sílaba tônica.

Exemplos de proparoxítona: estômago, acadêmico, acústica

Paroxítona: as paroxítonas são as palavras que têm a penúltima sílaba como a sílaba tônica.

Exemplos: proibido, felicidade, paranoia

São acentuada todas as palavras paroxítonas terminadas em L, US, X, UM/UNS, R, I/IS, Ã/ÃOS/ÃS, PS e ON/ONS: imóvel, açúcar, glúten, tórax, órgão, lápis.

Oxítona: as palavras oxítonas são aquelas que têm a última sílaba como sílaba tônica. Palavras terminadas em r, l, z, x, i, u, im, um e om são naturalmente oxítonas, dispensando a acentuação.

Exemplos: bambu, nasci, cru, chapéu, herói.

Ditongo

Quando uma palavra tem duas ou mais vogais juntas, acontece o que chamamos de encontro vocálico.

Os encontros vocálicos são divididos em três grupos: hiato, tritongo e ditongo. Sendo que o ditongo é aquele quando temos duas vogais juntas na mesma sílaba. Entendê-lo ajudará você a saber as mudança do novo acordo ortográfico.

Exemplos: caixa, noite, quadrado

Mudanças do novo acordo ortográfico

Entre as mudanças que o novo acordo ortográfico da língua portuguesa trouxe, podemos citar:

  • A inserção de letras no alfabeto
  • O fim da trema
  • As consoantes mudas
  • A acentuação
  • O uso do hífen

Apesar de serem mudanças específicas, elas podem parecer complicadas num primeiro momento. Mas não se preocupe. Separe uma caneta e um bloco de notas para não perder nada, que a seguir vamos te explicar direitinho essas mudanças.

acordo-ortografico-2

Número de letras no alfabeto

Antes da reforma ortográfica, o alfabeto da Língua Portuguesa era composto por 23 letras.

Depois das mudanças, o alfabeto passou a ter 26 letras. Isso porque as letras K, W e Y, que eram tidas como estrangeiras, foram inseridas.

Como ficou: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

Agora essas letras podem ser usadas em nomes próprios, lugares, siglas, símbolos, unidades de medida e monetárias assim como em palavras estrangeiras que usamos no dia a dia como: download, workshop e playground. Além do mais palavras como “quilo” e “quilômetro” passaram a ser aceitas também como “kilo” e “kilômetro”.

Fim da trema

Com o novo acordo ortográfico, a trema não é mais utilizada, seja em palavras portuguesas ou aportuguesadas. Caso não se lembre, a trema era representada por aqueles dois pontinhos que iam em cima do “u” e que indicavam hiato.

Relembre algumas palavras que recebiam trema antes do acordo:

  • Freqüência
  • Delinqüente
  • Cinqüenta
  • Conseqüência
  • Tranqüilo

Atenção: a trema ainda é usada em nomes próprios estrangeiros como Bündchen e Müller, por exemplo.

Consoantes mudas

Em relação às consoantes mudas, o novo acordo ortográfico determina que algumas sejam mantidas, outras excluídas e algumas têm o uso opcional. Entretanto, essas mudanças não afetaram tanto o português brasileiro.

Em palavras com encontros consonantais do tipo cc, cç, pc, pç e pt foram eliminadas as letras c e p se forem mudas (mas são pronunciadas). Se mantém as consoantes que são de fato faladas nas pronúncias cultas da língua.

Exemplos: compacto, rapto, adepto

As consoantes são eliminadas quando elas são mudas nas pronúncias da língua.

Como era: coleptivo, afectivo, aflicção

Como está: coletivo, afetivo, aflição

E algumas outras palavras com consoantes possuem dupla grafia.

Exemplos: fato e facto, amnistia e anistia, súbdito e súdito

Acento diferencial

O acento diferencial não é mais usado em palavras paroxítonas com vogal tônica aberta ou fechada e que são homógrafas, isto é, que possuem a mesma escrita.

Como era: pára (verbo), pólo (substantivo), pêlo (substantivo)

Como está: para (verbo), polo (substantivo), pelo (substantivo)

O acento é mantido quando se deseja diferenciar tempo verbal e singular e plural de verbos, como pôr (verbo) para diferenciar de por (preposição) e pôde (verbo na 3ª pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo) para diferenciar de pode (3ª pessoa do singular do presente do indicativo). O mesmo vale para tem/têm e convém/convêm.

Acento circunflexo

O acento circunflexo, representado pelo “chapeuzinho” [^], foi suprimido dos pares com E e O aberto e fechado (mêdo: medo, almôço: almoço).

Por isso, o acento também não é mais empregado em palavras paroxítonas terminadas em “êem” nem em palavras com o hiatooo”.

Exemplos: leem, voo, abençoo

Acentos em paroxítonas terminadas em ditongo aberto

No novo acordo, em palavras paroxítonas com ditongo aberto ei e oi, o acento não é mais utilizado.

Como era: andróide, alcatéia, idéia, diarréia, estóico

Como está: androide, alcateia, ideia, diarreia, estoico

Atenção: não confundir com oxítonas terminadas em ditongo aberto. Palavras como herói e dói, por exemplo, continuam acentuadas.

Acentos em paroxítonas com “i” e “u” tônico depois de ditongo

Já em palavras paroxítonas com i e u depois de ditongo o acento não é mais utilizado.

Como era: feiúra, bocaiúva

Como está: feiura, bocaiuva

Explicando: fei-u-ra. Temos um ditongo em “fei” e logo depois um hiato (u). Nesses casos, o acento no hiato não é mais empregado.

Hífen

O uso do hífen é uma das mudanças que mais rende dúvidas e polêmicas. Muitas palavras passaram a ter o hífen, enquanto algumas perderam o sinal.

Para simplificar, separamos para você as três regras mais básicas sobre o uso do hífen depois do novo acordo, até porque a maior parte das provas de concursos e exames se baseiam nessas mesmas regras

1. Regra um

Não se usa hífen em vocábulos com prefixo ou falso prefixo terminado em vogal e o segundo elemento com vogal inicial diferente.

Exemplos: semiárido, autoajuda, contraindicação

No entanto, existe uma exceção: em palavras com prefixo com o segundo elemento começado em -h, o hífen é utilizado.

Exemplos: anti-herói, anti-higiênico, extra-humano

2. Regra dois

O hífen é usado nas palavras com o prefixo ou falso prefixo terminado em vogal e que o segundo elemento começa com vogal igual.

Exemplos: anti-inflamatório, micro-ondas, arqui-inimigo

Aqui também tem uma exceção: nos prefixo átonos (sem acento) co-, pre-, re-, e pro-, o hífen não é usado.

Exemplos: reescrever, preestabelecer, coordenar

3. Regra três

Não se usa hífen em palavras em determinados compostos, quando se perde, de certa forma, a noção de composição.

Exemplos: paraquedas, paraquedista, mandachuva

A exceção nesse caso é: o hífen permanece em palavras compostas que não têm um elemento de ligação e que formam uma unidade, mantendo acento próprio, como naquelas que definem animais e plantas.

Exemplos: beija-flor, erva-doce, segunda-feira

Tenha em mente essas três regras e você vai dominar o uso do hífen. Se surgir dúvida sobre alguma palavra, veja se ela se encaixa em alguma dessas regras. Se não, é porque não houve mudança com o novo acordo.

novo-acordo-ortografico

Tire dúvidas no aplicativo

Antes da internet se popularizar, era preciso consultar o dicionário para tirar dúvidas sobre as palavras. Hoje existem vários aplicativos que facilitam a nossa vida e nos ajudam a escrever tudo certinho.

Nesse sentido, vale a pena conhecer o VOLP, o aplicativo oficial da Academia Brasileira de Letras (ABL) para Android e IOS. O app não é um dicionário, e sim uma ferramenta onde você pode verificar como escrever corretamente certas palavras do nosso idioma.

Com ele, você consegue conferir como ficou a ortografia de uma série de palavras após o acordo ortográfico da língua portuguesa.

Agora você já sabe o que é, para que serve e como usar o novo acordo ortográfico da Língua Portuguesa para escrever melhor.

E não importa se você está se preparando para o vestibular, um concurso ou se simplesmente deseja melhorar sua escrita, a educação é o único caminho para conquistar melhores oportunidades.

Ainda mais em nosso país, onde existem mais de 11 milhões de pessoas que não sabem ler nem escrever, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Educação.

Inclusive, você já deve ter ouvido a famosa frase “a educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo” do Paulo Freire, um dos nomes mais conhecidos da educação brasileira.

E como nós queremos que você transforme o mundo, esperamos ter te ajudado em sua jornada com esse guia sobre as principais regras e mudanças trazidas pelo novo acordo. Afinal, escrever bem é importante para qualquer área que você escolha, seja humanas, exatas ou biológicas.

Mas se você ainda não sabe qual área prefere, não perca mais tempo e confira agora nosso guia para ajudar na sua escolha.

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