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O que falar em uma redação sobre racismo?

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O que falar em uma redação sobre racismo?

Por EAD CESMAC em Oct 24, 2022 11:39:22 AM | 8 min de leitura

O que você escreveria em uma redação sobre racismo no Enem?

Esse é um tema bem abrangente, então, você pode ter diversas abordagens.

Contudo, é importante entender o problema de forma global: O que é o racismo? Quais são suas consequências? Como ele aparece na sociedade?

Neste artigo, buscamos apresentar uma perspectiva geral sobre o assunto e mostrar como o tema pode aparecer na redação do Enem. Confira!

Aqui você vai ver:
O racismo estrutural no Brasil
O que diz o Código Penal sobre o racismo
Como o tema racismo pode aparecer na redação do Enem
Como começar uma redação sobre racismo
Exemplo de redação sobre racismo que tirou 1000 no Enem

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O racismo estrutural no Brasil

Racismo estrutural é uma forma de organização da sociedade que beneficia uma etnia específica ao passo que oprime e explora outra.

No caso do Brasil, devido ao processo histórico de colonização e escravidão que durou mais de três séculos, a população branca é privilegiada e a negra é desmerecida.

Trata-se de um processo sutil e complexo, que muitas vezes pode passar despercebido pela maioria, criando, inclusive, a perspectiva falsa de que “não existe racismo no Brasil”.

No entanto, basta analisar a diferença de representações sociais entre a população branca e negra para observar que, na verdade, está bem explícito.

A seguir, confira alguns dados que comprovam esse fato:

  • Segundo o Anuário Brasileiro, 66,7% da população carcerária é negra — ou seja, a cada três presos, dois são negros.
  • De acordo com levantamentos do IBGE, negros são 75% entre os mais pobres.

Mesmo com a implementação de medidas, como a Lei das Cotas, para reduzir essa disparidade entre brancos e negros na sociedade brasileira, a questão do racismo estrutural ainda é muito evidente e precisa melhorar bastante.

>>> Leia também: Redação sobre saúde mental: o que escrever + exemplos

O que diz o Código Penal sobre o racismo

Em 1984, a Lei nº 7716 foi regularizada e tornou o racismo crime inafiançável. Segundo a legislação:

“Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.”

Algumas situações de racismo a qual a lei pode ser aplicada são:

  • Negar ou obstar emprego em empresa privada;
  • Recusar ou impedir acesso a estabelecimento comercial, negando-se a servir, atender ou receber cliente ou comprador.
  • Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

A pena pode chegar a cinco anos e multa.

>>> Leia também: Redação sobre pandemia: estrutura, repertório e o que escrever

Como o tema racismo pode aparecer na redação do Enem

Redação sobre racismo - jovem negra segurando megafone em protesto

O discussão em torno do racismo está sempre presente no Brasil. Como o problema aparece de diversas formas na sociedade, esse é também um tema que o Enem sempre gosta de trazer como pauta.

Inclusive, racismo foi o tema da redação de 2016: “Caminhos para combater o racismo no Brasil”.

Embora já tenha aparecido uma vez, existem diversas outras maneiras dessa pauta aparecer na redação do Enem. Confira algumas:

Cotas raciais

Criada em 2012, a Lei de Cotas determina que universidades e instituições de ensino federais reservem metade das vagas para estudantes que fizeram todo o ensino médio em escolas públicas e consigam a nota necessária para ingressar na instituição escolhida.

Dentro dessa legislação, as cotas raciais viraram uma subcota, dentro dessa reserva de vagas para alunos de escolas públicas. A porcentagem para pretos, pardos e indígenas não é fixa – varia de acordo com a quantidade de habitantes desses grupos no estado onde se localiza a instituição de ensino.

Em 2022, a Lei de Cotas completa dez anos, o que faz com que o tema seja uma boa aposta para a redação do Enem.

Diferença salarial

De acordo com dados do IBGE, a média de ganhos de pretos e pardos equivale a 57,7% da renda de brancos. Os dados foram levantados com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), entre 2012 e 2020.

A diferença salarial entre pretos, pardos e brancos é mais um dos dados que escara o racismo e a desigualdade no Brasil.

Além disso, quando fazemos um recorte de gênero na questão da diferença salarial o abismo é ainda maior.

Segundo a consultoria Gestão Kairós, mulheres negras ocupam somente 3% dos cargos de liderança nas empresas.

Frente a todos esses dados, essas temáticas são também boas apostas para a redação do Enem.

>>> Leia também: Redação sobre bullying: definição, estrutura e o que escrever

Segurança

Conforme o Mapa da Violência (2016), dos 30 mil jovens entre 15 e 29 anos que morrem por ano, 77% deles são negros.

Infelizmente, é comum assistir casos de violência policial e abuso de poder, principalmente em favelas, contra pessoas pretas, que apenas pela sua cor são consideradas suspeitas.

Essa é outro debate que tem grandes chances de aparecer no Enem.

Representatividade

Quantos personagens principais negros da ficção você pode listar?

Mesmo mais da metade da população sendo negra, a maioria das pessoas que ocupam grandes cargos na televisão, empresas, política e outros setores da sociedade ainda são brancas — menos de 5% dos colaboradores negros têm cargos de gerência ou diretoria, por exemplo.

Sendo assim, a representatividade é outra pauta que está em debate na sociedade.

>>> Leia também: Como fazer uma redação sobre meio ambiente + Exemplos

Como começar uma redação sobre racismo

Você pode começar sua redação sobre racismo de diversas formas, desde que, ao longo dela, tenha três elementos fundamentais:

  • Contexto: introduzir o assunto de alguma maneira.
  • Compreensão do tema: mostrar que você entendeu a pauta da redação, trazendo todos elementos do tema.
  • Tese: a opinião que você pretende defender ao longo do seu artigo.

A seguir, confira algumas formas de começar seu texto:

História

Traga algum contexto histórico relacionado ao racismo, como:

  • Escravidão;
  • Colonização;
  • Apartheid;
  • Zumbi dos Palmares;
  • Segregação racial.

Lei

Cite alguma lei relacionada a desigualdade racial ou racismo.

Você pode utilizar a Lei Nº 7.716, que “define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor” ou a própria Constituição Federal de 88, que diz no parágrafo 5º:

“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”

Notícia

Infelizmente, saem notícias diárias de casos de racismo na mídia. Você pode citar algum caso e relacionar com o assunto.

Estatísticas

Traga algum dado relacionado ao racismo — já trouxemos vários ao longo deste artigo.

Série e filmes

Existem diversas produções que abordam o tema. Confira alguns que você pode usar:

  • Histórias Cruzadas;
  • Infiltrado na Klan;
  • A 13º emenda;
  • Cara Gente Branca;
  • Olhos que condenam.

Música

Sim, você também pode utilizar citações de músicas que falem do racismo na sua redação como repertório cultural! Confira algumas:

  • Racismo é Burrice — Gabriel Pensador
  • Negro Drama — Racionais MC's
  • Boa esperança — Emicida

Comparação

Faça um paralelo entre outro tempo ou lugar e traga para o Brasil de hoje.

Por exemplo, os Estados Unidos são conhecidos pela questão do racismo bem evidente e você pode fazer um gancho com o Brasil, mostrando que o problema também está bem presente aqui.

Citação

Traga alguma frase emblemática de uma personalidade famosa ou estudioso, como essa do Nelson Mandela:

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.”

Exemplo de redação sobre racismo que tirou 1000 no Enem

Autor: Helário Azevedo e Silva Neto, de 17 anos, Ceará (CE)

"O Período Colonial do Brasil, ao longo dos séculos XVi e XIX, foi marcado pela tentativa de converter os índios ao catolicismo, em função do pensamento português de soberania. Embora date de séculos atrás, a intolerância religiosa no país, em pleno século XXI, sugere as mesmas conotações de sua origem: imposições de dogmas e violência. No entanto, a lenta mudança de mentalidade social e o receio de denunciar dificultam a resolução dessa problemática, o que configura um grave problema social.

Nesse contexto, é importante salientar que, segundo Sócrates, os erros são consequência da ignorância humana, Logo, é válido analisar que o desconhecimento acerca de crenças diferentes influi decisivamente em comportamentos inadequados contra pessoas que seguem linhas de pensamento opostas. À vista disso, é interessante ressaltar que, em algumas religiões, o contato com perspectivas de outras crenças não é permitido. Ainda assim, conhecer a lei é fundamental para compreender o direito à liberdade de dogmas e, portanto, para respeitar as visões díspares.

Além disso, é cabível enfatizar que, de acordo com Paulo Freire, um seu livro "Pedagogia do Oprimido", é necessário buscar uma "cultura de paz". De maneira análoga, muitos religiosos, a fim de evitar conflitos, hesitam em denunciar casos de intolerância, sobretudo quando envolvem violência. Entretanto, omitir crimes, ao contrário do que se pensa, significa colaborar com a insistência da discriminação, o que funciona como um forte empecilho para resolução dessa problemática.

Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar o respeito religioso e o exercício de denúncia. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Justiça, implementar aos livros didáticos de História um plano de aula que relacione a aculturação dos índios com a intolerância religiosa contemporânea, com o fito de despertar o senso crítico nos alunos; e além disso, promover palestras ministradas por defensores públicos acerca da liberdade de expressão garantida pela lei para que o respeito às diferentes posições seja conquistado. Ademais, a Polícia Civil deve criar uma ouvidoria anônima, tal como uma delegacia especializada, de modo a incentivar denúncias em prol do combate à problemática."

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