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Redação sobre saúde mental: o que escrever + exemplos

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Redação sobre saúde mental: o que escrever + exemplos

Por EAD CESMAC em Jan 14, 2022 3:21:39 PM | 14 min de leitura

Nos últimos anos, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)  tem abordado a saúde mental no primeiro dia de prova. Em 2020, por exemplo, os estudantes foram convidados a escrever uma redação a partir do tema “o estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira”.  

Especialistas em educação apontam que a redação sobre saúde mental do Enem não foi inesperada, levando em consideração o contexto da pandemia de Covid-19 e o agravamento de questões relacionadas a desequilíbrios emocionais durante o isolamento social.  

A redação é uma das partes mais importantes desses processos seletivos, por isso treinar temas possíveis e que fazem parte do debate público é muito importante. É o caso da saúde mental, um assunto em evidência e que vem gerando diferentes diálogos na sociedade. 

O tema segue nas listas de possíveis assuntos para redações do Enem e de vestibulares futuros. Por isso selecionamos para você as informações que não podem faltar sobre saúde mental na sua redação. 

Aqui você vai encontrar: 
Por que a saúde mental tem sido cobrada no Enem e nos vestibulares?  
O que escrever sobre saúde mental?  
Exemplos de redação sobre saúde mental 

Como escrever uma redação sobre saúde mental

Por que a saúde mental tem sido cobrada no Enem e nos vestibulares?  

Nota-se diferentes movimentos a nível nacional e mundial que justificam a emergência do tema. Alguns exemplos: a Organização Mundial da Saúde (OMS) já considerou a depressão como o mal do nosso século. 

Já campanhas como o Setembro Amarelo e trabalhos de instituições como o Centro de Valorização da Vida (CVV) têm ganhado cada vez mais força e reconhecimento da sociedade e da mídia.  

Além disso, questões relacionadas a doenças mentais são mais comuns do que imaginamos e acometem todas faixas etárias (das crianças aos idosos) e classes sociais. Ou seja: é um problema de saúde pública!   

O que escrever sobre saúde mental? 

Mas o que escrever, necessariamente, sobre isso em vestibulares futuros? São várias as possibilidades de recorte para desenvolver uma redação sobre saúde mental:  

  • Omissão da sociedade e invisibilização das doenças mentais.
  • Falta de suporte do Estado em diagnóstico, tratamento e acolhimento de pessoas com sofrimento psíquico. 
  • A história da saúde mental no Brasil, dos hospícios à luta antimanicomial.  

Existem também diferentes livros e filmes que tratam sobre essas temáticas e podem servir de inspiração. 

Livros: 

  • “O Alienista”, de Machado de Assis
  • “Holocausto Brasileiro”, de Daniela Arbex
  • “As vantagens de ser invisível”, de Stephen Chbosky 
  • “Talvez você deva conversar com alguém: Uma terapeuta, o terapeuta dela e a vida de todos nós”, de Lori Gottlieb 

Filmes: 

  • “Nise: O Coração da Loucura” (2015), disponível no Star+ 
  • “Bicho de Sete Cabeças” (2000), disponível na Netflix  
  • “Garota Interrompida” (1999), disponível no HBO Max   
  • “Coringa” (2019), disponível no Telecine  

Fazer referências a produtos culturais é uma ótima forma de se começar uma redação, como você verá nos exemplos que separamos. 

Mas atenção: para desenvolver esses assuntos em uma redação sobre saúde mental, é necessário se atentar para uma estrutura básica:  

Introdução 

Desenvolvimento  

Conclusão  

Primeiro parágrafo, aqui se traz o ponto de vista do autor. Pode-se informar o conteúdo dos parágrafos seguintes.  

Segundo e terceiro parágrafo, servem para desenvolver o tema introduzido no primeiro parágrafo. Aqui pode-se trazer referências (filmes e séries, pesquisas e fatos históricos, notícias, etc..) para demonstrar domínio do assunto.  

 

 

Último parágrafo, serve para fazer um fechamento das ideias desenvolvidas e propor uma solução para o problema identificado ao longo do texto.  

 

 

Dentro dessa estrutura deve-se explorar algumas competências:  

1 - Linguagem formal adequada e texto coerente e coeso. Não use expressões de cunho informal, como palavras no gerúndio, gírias ou frases longas sem pontuação adequada.  

2 - Demonstrar compreensão plena do tema proposto e seguir a estrutura de texto dissertativo-argumentativo. 

3 - Retomar a problematização inicial na conclusão, junto com ações que resolvam a questão, sempre respeitando os direitos humanos.  

E como colocar tudo isso em prática, no papel? Vamos lá!    

Exemplos de redação sobre saúde mental 

✅ Redação 1   

INTRODUÇÃO:  O filme “Coringa”, lançado em 2019, retrata as dificuldades e obstáculos vivenciados por pessoas que além de possuírem doenças mentais, ainda sofrem preconceito por parte da sociedade. Fora da ficção, a realidade brasileira não se contrasta, pois ainda existe um estigma, uma aversão em relação às pessoas com problemas mentais, que acarreta maior dificuldade na vida dessas pessoas. Nesse sentido, são imprescindíveis as discussões acerca desse tema, o qual tem como potencializadores tanto a inobservância como também a negligência por parte da sociedade. 

DESENVOLVIMENTO: Em primeiro lugar, é válido citar o Estado como um dos maiores agentes que perpetuam essa problemática. Isso ocorre pela falta de atenção às necessidades especiais que essa parcela da população precisa, que se estendem desde uma infraestrutura de qualidade e profissionais capacitados para tratamento até políticas públicas que favoreçam a disseminação de informação à população acerca do problema em questão. Sendo que essa informação pode ser facilmente verificada nos resultados da pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) que classificou o Brasil como o país mais depressivo da América Latina. Dessa forma, vê-se que o Estado e sua inobservância são potencializadores dessa problemática. 

Em segundo lugar, é necessário apontar a importância das relações interpessoais como mantedores do estigma social. Nessa lógica, os postulados do psicanalista italiano Contardo Calligaris se encaixam ao caracterizarem a sociedade como um conjunto de indivíduos narcisistas, ou seja, que só olham a realidade por sua própria perspectiva e nunca buscam o melhor para os outros. Análogo a isso, o sociólogo polaco Zygmunt Bauman caracteriza a atualidade como modernidade líquida, que remete às relações interpessoais sem profundidade alguma, nas quais os indivíduos não buscam entender a realidade dos outros. Dessa forma, percebe-se que ambos pensamentos convergem para um ponto: a falta de empatia, sendo essa o maior estímulo para a persistência da problemática no Brasil. 

CONCLUSÃO: Logo, com base no exposto, conclui-se que ações para mitigar o problema são imprescindíveis. Para tanto, o Governo Federal em parceria com empresas de grande alcance midiático e profissionais da saúde mental, elaborar um plano de conscientização sobre a realidade das pessoas com problemas mentais. Esse plano deve atingir o âmbito digital, televisivo e a própria realidade, por meio de redes sociais, propagandas em intervalos comerciais e “outdoors”, respectivamente. O convencimento da população se dará pelas explicações dos profissionais de saúde mental – psicólogos – que mostrarão como funciona o mundo e uma pessoa com problema mental, para assim, favorecer o desenvolvimento da empatia por parte das pessoas. Dessa maneira, será possível um contraste entre o filme “Coringa” e a realidade brasileira. 

Esse texto explora os recortes possíveis trazidos anteriormente e aplica as competências esperadas. Além disso, relaciona um filme com a realidade e faz conexões a partir da arte e de diferentes autores, mostrando domínio do assunto. É um ótimo exemplo de redação sobre saúde mental!  

Fonte: Redação Online

✅ Redação 2  

INTRODUÇÃO: Na série Skins, de 2008, é retratado o cotidiano de jovens britânicos, suas particularidades e suas decepções amorosas. Em meio a um cenário de festas e amizade, também são evidenciados problemas sociais ligados à saúde mental, como a depressão e a ansiedade. Em paralelo à ficção, tais transtornos definem um atual cenário patológico, já que seu grande crescimento nos últimos anos acabam, muitas vezes, por provocar  consequências fatais. 

DESENVOLVIMENTO:  O crescente desenvolvimento tecnológico no último século definiu uma nova era da informação. A chegada da internet apresentou um inédito meio de interação entre povos de todo o mundo, mas trouxe consigo crescentes problemas. Os "millenials", popularmente chamados aqueles que nasceram da metade dos anos 90 até a atualidade, foram os mais impactados pelas novas tecnologias. No documentário "Dilema das Redes", da Netflix, é apresentada a influência das mídias no comportamento e na saúde mental da população: desde 2010, época em que as redes sociais começaram a surgir em dispositivos móveis, a taxa de depressão e suicídio entre adolescentes cresceu exponencialmente, muito influenciada pelos discursos de ódio, como a "cultura do cancelamento", e pelos falsos padrões de vida vendidos pelos algoritmos, que vão desde estética até sucesso financeiro. 

   Evidentemente, tal caráter patológico não é diferente no Brasil: dados da OMS indicam que o país ultrapassa a média mundial, com 5,8% de pacientes com depressão e 9,3% acometidos por transtornos de ansiedade. O país é líder em números na América Latina, o que mostra um cenário de completo adoecimento mental da população e coloca em alerta sobre o que é cultivado e consumido pelo povo nos meios tecnológicos. Um grande exemplo disso foi o fatal jogo "baleia azul", popularizado em 2017, que desafiava jovens psicologicamente debilitados a brincadeiras e atitudes irracionais que levavam ao suicídio. 

CONCLUSÃO: A partir disso, é aparente a necessidade de ações sociais e governamentais que busquem o controle de tais transtornos. No Brasil, é dever do Ministério da Saúde, através do SUS, promover apoio profissional psicológico e psiquiátrico à população, além de divulgar em massa tais ações, para que os problemas sejam diagnosticados precocemente e tratados de forma adequada. Também é dever do MS, em conjunto com o Ministério da Educação, possibilitar tais apoios nas escolas e atentar os jovens, através de palestras e propagandas, sobre a saúde mental e como consumir as mídias sociais de forma saudável, buscando assim conscientizá-los e alertá-los dos perigos para que possam promover uma rede menos tóxica e minimizar problemas futuros.  

Outro belo exemplo de redação sobre saúde mental! Os dados oficiais e o contexto social são bem explorados, o que demonstra que a pessoa estava atualizada sobre os debates da época. A redação também segue a estrutura dissertativa-argumentativa e cumpre com as competências esperadas.  

Fonte: Redação Online

Após essas reflexões sobre saúde mental e o apoio dos exemplos, já dá para se preparar e garantir uma nota 1.000 na próxima redação sobre saúde mental do Enem ou vestibular!  

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